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Relatório semanal de tráfego pago: o modelo de 5 blocos

O modelo de relatório semanal de tráfego pago que o cliente lê até o fim: 5 blocos, o que entra em cada um, quando enviar e o que fazer na semana ruim.

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Um relatório semanal de tráfego pago existe para decidir, não para prestar contas. Ele cabe em cinco blocos: o número da semana com a variação, o que mudou e por quê, o que você fez, o que vai fazer e o que precisa do cliente. Leva minutos para o cliente ler e deve levar minutos para você montar. Se o seu semanal parece um relatório mensal reduzido, ele está no formato errado — e é por isso que ninguém responde.

Semanal e mensal não servem para a mesma coisa

Essa é a confusão que produz relatórios semanais chatos. As duas entregas têm propósitos diferentes e formatos diferentes.

SemanalMensal
Para que serveDecidir o que fazer nos próximos diasPrestar contas do período e justificar a verba
Olha paraFrenteTrás
Quem lêQuem toca o dia a dia no clienteQuem assina o cheque
TamanhoUma tela de celularUma página, com anexo
ComparaçãoSemana contra semana anteriorMês contra mês, e contra o mesmo mês do ano passado quando fizer sentido
Métrica principalCusto por resultado e volumeInvestimento, resultado, custo por resultado e tendência
O que sai deleUm ajusteUma decisão de verba ou de estratégia

A estrutura completa do fechamento mensal está em relatório de tráfego para cliente. Aqui o assunto é o outro: o documento curto que mantém a conta viva entre um fechamento e o próximo.

Uma consequência prática: o semanal não precisa de capa, de logo, de sumário nem de gráfico bonito. Precisa ser lido no celular, na fila do banco, em quarenta segundos.

O modelo de 5 blocos do relatório semanal de tráfego pago

BlocoO que entraO que não entra
1. O númeroGasto, resultados e custo por resultado da semana, com a variação sobre a semana anteriorImpressões, alcance, CPM, frequência
2. O que mudouUma explicação curta da variação, em linguagem de negócioTeoria sobre algoritmo, jargão de plataforma
3. O que eu fizAs alterações que você executou na conta, com o motivoLista de tarefas internas, print do Gerenciador
4. O que vemDuas ou três ações da próxima semana, com o que se espera delasPromessa de resultado, previsão de CPL
5. O que preciso de vocêPendências do lado do cliente, com prazoCobrança passivo-agressiva, assunto de contrato

Bloco 1: o número

Três linhas, sempre na mesma ordem, sempre com a semana anterior ao lado. Um exemplo com números ilustrativos:

"Semana de 1 a 7: R$ 1.180 investidos, 47 leads, R$ 25,10 por lead. Semana anterior: R$ 1.150, 52 leads, R$ 22,11 por lead."

É só isso. A tentação de acrescentar CTR, CPM e alcance nasce da vontade de mostrar trabalho, e o efeito é o contrário: o cliente para de ler na quarta linha. Métrica de apoio só entra no bloco 2, quando explica a variação. A lista do que merece espaço está em as métricas do Meta Ads que importam.

Se o cliente tem mais de um canal, uma linha por canal e uma de total. Não misture resultado do Meta com conversão do Google em uma coluna só sem dizer que são coisas diferentes.

Bloco 2: o que mudou e por quê

Um parágrafo. A pergunta que ele responde é "por que o número está assim?".

Aqui a métrica de apoio ganha função. Se o CPL subiu e o CPM subiu junto, você tem uma explicação de leilão. Se o CPL subiu e o CTR caiu, a explicação é criativo. Se o volume caiu e o gasto caiu junto, a explicação é entrega, não performance. Quando não souber, diga que não sabe e que vai investigar: é melhor que inventar uma causa e ser desmentido na semana seguinte. As causas mais comuns estão listadas em CPL alto no Meta Ads.

Escreva em linguagem de negócio. "O criativo que trazia metade dos leads começou a cansar" é uma frase que o cliente entende. "A frequência do conjunto de remarketing atingiu patamar de saturação no público de 180 dias" é uma frase que ele copia e cola no Google.

Bloco 3: o que eu fiz

De três a cinco itens, cada um com a ação e o motivo. "Pausei o conjunto de interesses amplos, estava com o lead 40% mais caro que o resto." "Subi o orçamento da campanha de remarketing, era a única com custo por resultado abaixo da meta."

Esse bloco é o que sustenta o seu fee. Ele responde, sem dizer em voz alta, a pergunta que todo cliente tem: alguém está cuidando disso? Quando o bloco vem vazio duas semanas seguidas, o cliente conclui que a conta está no automático — mesmo que a decisão certa naquela semana tenha sido não mexer. Se foi esse o caso, escreva: "não mexi em nada de propósito, a campanha entrou em aprendizado na terça e mudança agora reinicia o ciclo".

Bloco 4: o que vem

Duas ou três ações, com o que você espera de cada uma. Não é promessa de resultado; é hipótese declarada. "Vou subir três variações do vídeo da recepção para ver se recupera o volume de leads" é uma hipótese. "O CPL vai voltar para R$ 22 semana que vem" é uma dívida que você acabou de assumir.

Colocar hipótese por escrito tem um efeito colateral bom: na semana seguinte, o bloco 3 escreve sozinho.

Bloco 5: o que preciso de você

O bloco que quase ninguém usa e que resolve metade dos atrasos. Pendências do lado do cliente, com prazo e consequência: aprovar o roteiro do vídeo até quinta, mandar as fotos do produto novo, verificar por que o WhatsApp não respondeu os leads de sábado.

Escrito toda semana, ele constrói um histórico. No dia em que o cliente reclamar do resultado, esse bloco é o registro educado de que três pedidos ficaram parados com ele.

Quanto tempo deve levar

Duas contagens, e a proporção entre elas diz se o seu processo está saudável.

Para o cliente ler: menos de um minuto. Se ele precisa rolar muito no celular, corte.

Para você montar: os números deveriam sair em minutos. A leitura — entender a variação, decidir o que fazer, escrever os blocos 2, 3 e 4 — é o que merece tempo, porque é o que o cliente está pagando.

O sintoma de problema é a inversão: quarenta minutos exportando e colando, dez minutos pensando. Quando isso acontece com quatro ou cinco clientes, a semana inteira vai embora em montagem, e a análise vira o que sobra. Vale fazer essa conta em horas e comparar com o seu fee, do jeito que está descrito em quanto cobrar por gestão de tráfego.

A regra que não se quebra: nada de surpresa no relatório

O cliente nunca pode descobrir um número ruim primeiro no relatório semanal.

Se o CPL dobrou na quarta, a mensagem sai na quarta. Curta, direta, com o que você já fez. O relatório de segunda apenas confirma e fecha o assunto. Se a primeira notícia chega no relatório, o cliente entende duas coisas ao mesmo tempo: que o resultado piorou e que ele ficou dias sem saber. A segunda dói mais e é a que ele lembra na hora de renovar.

Vale para o gasto também. Verba estourando, cartão recusado, campanha que parou por reprovação de anúncio: tudo isso é aviso no dia, não linha no relatório.

A contrapartida é que o relatório fica mais fácil. Quando as más notícias já foram dadas, o documento de segunda-feira vira um resumo, não uma confissão.

Canal e horário de envio

Combine uma vez e não mude.

Quando. Cedo na segunda ou na terça, com a semana anterior fechada. Sexta à tarde é o pior horário possível: o relatório chega quando ninguém quer ler e qualquer decisão fica esperando até segunda. Segunda de manhã tem uma vantagem prática: se o relatório aponta um ajuste, você tem a semana inteira para executar.

Onde. No canal em que o cliente já responde. Se ele vive no WhatsApp, mande no WhatsApp: cinco blocos em texto, com o número em negrito. Se ele é uma empresa com processo, e-mail com o mesmo texto no corpo. Anexo em PDF que precisa ser baixado tem uma taxa de leitura baixa e você sabe disso.

Escreva o relatório no corpo da mensagem. Link e anexo criam um passo a mais entre o cliente e a informação, e cada passo a mais corta leitores.

Uma vez por mês, uma conversa. O semanal escrito não substitui a reunião de fechamento. Substitui a reunião semanal, que na maioria das contas é meia hora para dizer o que caberia em cinco linhas.

O que fazer quando a semana foi ruim

Semana ruim acontece com qualquer conta. O que separa o gestor que perde o cliente do que não perde é o que ele faz com ela.

  1. Abra com o número. Não comece pelo contexto. O primeiro dado é o número ruim, dito por você.
  2. Separe o que é ruído do que é problema. Uma semana com feriado, uma semana com verba pausada por dois dias e uma semana com queda real de conversão são coisas diferentes. Diga qual delas você acha que é.
  3. Traga a causa ou a investigação. Se você já sabe, diga. Se não sabe, diga o que vai olhar e quando responde. Prazo curto e cumprido vale mais que teoria bem escrita.
  4. Mostre a ação já executada. Não "vamos avaliar". O que você mexeu, quando mexeu.
  5. Contextualize no período maior. Uma semana não é tendência. Se as quatro semanas anteriores foram boas, mostre a série. Isso não é maquiar: é dar a proporção correta a um dado curto.
  6. Não peça mais verba na semana ruim. Aumento de investimento se pede depois de resultado, não durante o susto.

E um caso especial: quando a semana foi ruim por culpa sua. Configuração errada, público trocado, campanha que ficou parada porque você esqueceu. Diga, com a mesma clareza, e diga o que mudou no seu processo para não repetir. Cliente perdoa erro admitido bem mais rápido do que perdoa erro que ele descobriu sozinho.

Por onde começar

Pegue o relatório semanal que você mandou na segunda passada e corte tudo que não couber nos cinco blocos. Provavelmente sai metade. Mande a versão curta esta semana e veja se o cliente responde mais — quase sempre responde, porque agora existe alguma pergunta clara para responder.

Depois olhe o tempo de montagem. Se ele consome mais que a análise, o formato não é o problema: o problema é de onde vêm os números. Ver o relatório de tráfego pago de todos os clientes em um painel só resolve o bloco 1 de todos eles ao mesmo tempo; os planos começam com trial de 7 dias no Básico, sem cartão de crédito.

Perguntas frequentes

O que colocar no relatório semanal de tráfego pago?

Cinco blocos: o número da semana (gasto, resultados e custo por resultado com a variação sobre a semana anterior), o que mudou e por quê, o que você fez na conta, o que vai fazer na próxima semana e o que precisa do cliente. Nada mais. Métrica de apoio só entra quando explica uma variação.

Qual a diferença entre relatório semanal e mensal de tráfego?

O semanal serve para decidir: ele é curto, olha para frente e existe para ajustar rota. O mensal serve para prestar contas: fecha o período, compara com o anterior e justifica o investimento. Um não substitui o outro, e o semanal não deve virar um mensal pequeno.

Quanto tempo deve levar para montar um relatório semanal?

A montagem dos números deve levar minutos. O que merece tempo é a leitura: entender o que a variação significa e decidir o que fazer. Se você gasta uma hora exportando planilha e dez minutos pensando, a proporção está invertida.

Que dia enviar o relatório semanal para o cliente?

Cedo na segunda ou na terça, com a semana anterior fechada. Sexta à tarde é o pior horário: ninguém lê, e qualquer decisão fica parada até segunda. Combine o dia e o canal uma vez e não mude.

Como falar de uma semana ruim no relatório?

Na primeira linha, com o número, a causa provável e o que você já fez. Cliente aceita semana ruim explicada; não aceita descobrir sozinho. E se o problema apareceu na quarta, ele já deveria ter sido avisado na quarta, não no relatório.

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