Relatórios de Meta Ads
Andromeda no Meta Ads: o que mudou e quantos criativos usar
O Andromeda é o sistema que escolhe quais anúncios disputam cada pessoa. Veja por que o criativo virou a segmentação e como medir se a variedade funciona.
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Você sobe oito anúncios num conjunto e, uma semana depois, um deles levou quase toda a verba e os outros sete têm meia dúzia de impressões. Isso não é defeito: é o sistema de entrega da Meta escolhendo, e a primeira etapa dessa escolha tem nome. O Andromeda é o sistema de recuperação de anúncios da Meta, a etapa que decide quais anúncios entram na disputa por cada pessoa antes do leilão. Com ele, o criativo passou a fazer boa parte do trabalho que antes era da segmentação. A consequência prática é simples: variedade de criativo importa mais do que quantidade, e a prova de que ela funciona está no relatório por anúncio.
O que é o Andromeda, sem jargão
Toda vez que alguém abre o Facebook ou o Instagram, a Meta precisa escolher um anúncio entre milhões. Ela faz isso em etapas. A primeira, chamada recuperação, pega dezenas de milhões de anúncios possíveis e separa alguns milhares de candidatos. Depois, os modelos de ranqueamento escolhem quem aparece.
O Andromeda é o motor dessa primeira etapa. A Meta apresentou o sistema no blog de engenharia em dezembro de 2024 e, em março de 2025, ligou o Andromeda à diversificação de criativos no Meta for Business: conforme os anunciantes sobem mais criativos, o sistema consegue usar modelos mais complexos para escolher o criativo certo para cada pessoa. O número divulgado, 8% de melhora na qualidade dos anúncios, é da própria Meta, sem medição independente.
O que isso significa para quem opera conta: se o anúncio não passa da recuperação, ele não chega nem ao leilão. E o que ajuda o anúncio a passar é ele parecer relevante para alguém, o que depende muito mais da mensagem e do formato do que de um interesse marcado no conjunto.
Por que o criativo virou a segmentação
Com público amplo e Advantage+ ligado, o conjunto de anúncios diz pouco sobre quem vai ver o anúncio. Quem diz é o próprio anúncio. Um vídeo de depoimento de mãe atrai um tipo de pessoa; um carrossel de preço atrai outro; um vídeo técnico atrai um terceiro. O sistema aprende quem reage a cada um e entrega para gente parecida.
Por isso, "variedade" não é a mesma imagem em quatro cores. São ângulos diferentes:
- Dor diferente: o problema que cada anúncio resolve.
- Pessoa diferente: quem aparece ou quem fala.
- Formato diferente: vídeo curto, estático, carrossel, depoimento.
- Promessa diferente: preço, rapidez, segurança, prova social.
Quatro anúncios que mudam um desses eixos dão ao sistema mais escolhas reais do que doze variações de título.
Quantos criativos por conjunto
A Meta não publica um número ideal de anúncios por conjunto, e qualquer número exato que você ler por aí é opinião de quem escreveu. O que a Central de Ajuda diz é o contrário do "quanto mais, melhor": no artigo sobre aprendizado limitado, ela lista anúncios demais rodando ao mesmo tempo entre as causas de um conjunto não conseguir os cerca de 50 eventos de otimização na semana. Cada anúncio novo divide a mesma verba e o mesmo volume de conversão.
A regra que funciona na prática:
| Situação | O que fazer |
|---|---|
| Orçamento baixo, poucas conversões por semana | Poucos anúncios, bem diferentes entre si |
| Orçamento folgado, conjunto fora do aprendizado | Adicione um ângulo novo por vez |
| Um anúncio leva quase toda a verba há semanas | Teste um ângulo novo contra ele, não uma variação dele |
| Anúncios com gasto zero há 14 dias | Pause ou tire do conjunto; eles só poluem a leitura |
Some a isso o cuidado com a fase de aprendizado: adicionar anúncio é uma edição que pode devolver o conjunto ao aprendizado. Suba em lote, não um por dia. Os detalhes estão em fase de aprendizado do Meta Ads.
Como ler no relatório se a variedade está funcionando
O relatório por conjunto esconde a resposta. Abra no nível de anúncio, com o mesmo período para todos, e olhe quatro números.
1. Concentração de gasto
Qual fatia da verba do conjunto foi para cada anúncio? Se um anúncio leva quase tudo e os outros não saem do lugar, o sistema escolheu um vencedor. Isso é normal. O problema é quando os outros nunca recebem impressão suficiente para você saber se seriam bons.
2. Frequência por anúncio
Frequência subindo no anúncio vencedor e custo por resultado subindo junto é o sinal clássico de fadiga de criativo. Com variedade de verdade, o sistema tem para onde mandar a verba quando o vencedor cansa. Sem variedade, o conjunto inteiro piora junto.
3. CPM por anúncio
Anúncios diferentes chegam a pessoas diferentes, e isso aparece no CPM. Se todos têm CPM quase idêntico, talvez eles estejam falando com o mesmo público, ou seja, não são tão diferentes quanto parecem. CPM bem mais alto em um anúncio pode indicar que ele está chegando a um público mais disputado.
4. Custo por resultado por anúncio
É o número que decide. Mas compare só anúncios com gasto suficiente para ter alguns resultados; anúncio com R$ 15 de gasto e uma conversão não diz nada. Quando der para cruzar com o CRM, olhe também a venda por criativo, porque o anúncio com o lead mais barato nem sempre é o que vende. Receita por criativo mostra como montar essa leitura.
Como medir antes e depois de mudar a estratégia de criativo
Se você vai passar de "um conjunto por interesse" para "poucos conjuntos amplos com criativos variados", meça de um jeito que dê para comparar:
- Anote a linha de base. Custo por resultado, CPM, frequência e volume de resultados das últimas 4 semanas, no nível da campanha.
- Mude uma coisa só. Ou a estrutura, ou o criativo. As duas juntas embaralham a causa.
- Espere sair do aprendizado. Leitura de três dias depois de uma mudança grande é ruído.
- Compare o mesmo período. Quatro semanas contra quatro semanas, de preferência sem feriado ou promoção no meio.
- Olhe o funil inteiro. Se o custo por lead caiu e a venda não acompanhou, a variedade trouxe volume, não cliente.
Se a dúvida é quando trocar o anúncio que cansou, criativo saturado: quando trocar tem os sinais na ordem.
O que o Andromeda não muda
- Rastreamento ruim continua ruim. Se o pixel e a Conversions API mandam o evento errado, o sistema aprende a coisa errada mais rápido.
- Oferta fraca continua fraca. Variedade de criativo não salva preço fora do mercado.
- O relatório continua sendo seu. A Meta escolhe quem vê o quê; ela não diz se aquilo virou venda no seu caixa.
O próximo passo
Abra a campanha principal no nível de anúncio, últimos 14 dias, e responda: quantos anúncios receberam verba de verdade? Se a resposta for um, o próximo criativo não é uma variação dele. É um ângulo novo. Para fazer essa leitura em várias contas sem abrir uma por uma, veja os planos: a partir de R$ 157,90 por mês no anual, com os primeiros 7 dias por R$ 9,90.
Perguntas frequentes
O que é o Andromeda do Meta Ads?
É o sistema de recuperação de anúncios da Meta: a etapa que reduz dezenas de milhões de anúncios possíveis a alguns milhares de candidatos para cada pessoa, antes do leilão final.
Quantos criativos colocar por conjunto de anúncios depois do Andromeda?
A Meta não publica um número fixo. Comece com poucos criativos realmente diferentes entre si e só adicione mais se o orçamento sustenta todos; a Central de Ajuda lista anúncios demais ao mesmo tempo como uma das causas de aprendizado limitado.
Preciso mudar a segmentação por causa do Andromeda?
Não necessariamente. O que muda é o peso do criativo: com público amplo, é a mensagem do anúncio que separa quem vai ver o quê. Segmentação fechada demais limita o que o sistema pode escolher.
Como sei se a variedade de criativos está funcionando?
Olhe por anúncio, não por conjunto: quanto do gasto cada criativo leva, frequência, CPM e custo por resultado. Se um só anúncio concentra quase toda a verba e os outros nunca saem do zero, você tem um criativo, não variedade.