Vazante
EntrarComeçar

Métricas e análise

Opt-in no WhatsApp: como pedir permissão antes de mandar mensagem

O que a política do WhatsApp exige antes de você mandar mensagem a um cliente, onde pedir a permissão, como guardar a prova e como respeitar quem quer sair.

A planilha tem 4.000 telefones: clientes dos últimos cinco anos, gente que pediu orçamento uma vez, contatos de uma feira. A pergunta que chega ao marketing é sempre a mesma: se temos os números, podemos mandar a promoção pelo WhatsApp?

Pela regra do WhatsApp, ter o número não basta. Falta a outra metade, que é a permissão. E o jeito como essa permissão foi pedida decide, mais do que o texto da mensagem, se a campanha vai sair inteira ou se vai derrubar a qualidade do número.

Ter o número não é ter permissão

A Política de Mensagens Comerciais do WhatsApp, na versão atualizada em 23/09/2026, lista duas condições para a empresa contatar alguém. As duas valem juntas:

  1. a pessoa deu a você o número de celular (ou o nome de usuário);
  2. a empresa recebeu dela uma permissão confirmando que ela quer receber mensagens ou ligações suas a partir dali.

A mesma política diz que a empresa é a única responsável pelo método de coleta e por cumprir a lei aplicável. Na prática, a Meta não confere a sua planilha antes do envio. Quem confere é quem recebe, e a reação dele aparece na qualidade do número.

Voltando aos 4.000 telefones: o cliente de cinco anos atrás deu o número, mas talvez nunca tenha dito que queria receber oferta pelo WhatsApp. O contato da feira deixou o cartão, não a permissão.

O que um opt-in precisa deixar claro

Desde uma atualização de novembro de 2024, a documentação da Meta para desenvolvedores aceita opt-in geral, que nem precisa citar o WhatsApp, desde que cumpra a lei local. Duas coisas não podem faltar:

  • o nome da empresa, para a pessoa saber de quem vai receber;
  • a intenção, ou seja, ficar claro que ela está aceitando receber comunicações da sua empresa.

A Política acrescenta boas práticas que valem a pena seguir:

  • pedir uma permissão que inclua os tipos de mensagem que você vai mandar;
  • separar por tipo, porque aceitar aviso de pedido não é aceitar promoção;
  • pedir à parte se você também vai ligar pelo WhatsApp;
  • dizer desde o começo como a pessoa sai;
  • manter o fluxo simples.

As categorias que a Meta usa para classificar templates, marketing, utilidade e autenticação, são um bom guia para separar as permissões. Como cada uma é definida está em categorias de template do WhatsApp.

Veja a diferença em textos de caixa de seleção:

Texto que a pessoa vêAvaliação
"Quero receber da Loja Exemplo, pelo WhatsApp, avisos sobre o meu pedido. Para sair, é só responder SAIR."Bom: nome, intenção, tipo de mensagem e saída
"Quero receber ofertas da Loja Exemplo pelo WhatsApp", numa caixa separadaBom, para marketing
"Li e aceito os termos de uso."Fraco: não diz de quem nem o quê
Caixa que já vem marcadaFraco: não mostra escolha de ninguém

Onde coletar

A Meta dá exemplos de canais: SMS, site, ligação com atendimento eletrônico (URA), atendimento presencial e papel assinado. A lista não é fechada. Qualquer método que cumpra os requisitos está de acordo com a política. Os pontos de coleta mais comuns:

OndeComo pedirO que registrar
Formulário do site ou da landing pageCaixa própria, desmarcada, com o texto do opt-inData, hora, página e texto exibido
Checkout da lojaUma caixa para avisos de pedido e outra para ofertasPedido, data e caixas marcadas
Loja física ou recepçãoFicha assinada ou tablet no balcãoFicha digitalizada ou registro no sistema
LigaçãoPergunta direta ou opção na URAGravação ou opção escolhida
Na própria conversaPergunta explícita, depois que o cliente chamouA resposta dele, com data

Um cuidado com a última linha. Quem chamou a empresa pelo anúncio para pedir um orçamento pediu um orçamento. Trate a conversa aberta como a chance de perguntar, não como permissão para tudo o que vier depois.

Como guardar a prova

A Meta não define formato de prova. Mas duas frases da Política mostram por que ela importa: a empresa é a única responsável pelo método de coleta, e o WhatsApp pode avaliar depois, de forma reativa, os fluxos de opt-in de uma empresa. Se essa avaliação vier, a defesa é o registro.

Para cada contato, guarde:

  1. Quem: o número e, se houver, o código do cliente no seu sistema.
  2. Quando: data e hora.
  3. Onde: a página, a loja, a ligação.
  4. O quê: o texto exato que a pessoa viu, com a versão. Se o texto mudar, quem aceitou antes aceitou a versão antiga.
  5. Quais tipos: avisos, ofertas, ligações.
  6. Saída: data e canal, se a pessoa pediu para sair.

O lugar desse registro é o CRM ou a base de clientes, e não a planilha pessoal de alguém da equipe.

A saída precisa funcionar

A Política manda respeitar todos os pedidos para bloquear, parar ou sair, feitos no WhatsApp ou fora dele, e isso inclui tirar a pessoa da lista de contatos. O cliente que pede por e-mail ou no balcão para não receber mais conta igual a quem responde SAIR.

O WhatsApp também dá esse controle direto ao usuário. Uma opção chamada em inglês de "Offers and announcements" permite parar ou retomar as mensagens de marketing de uma empresa. Se a empresa manda marketing para quem parou, a mensagem não é entregue e a API devolve o erro 131050. A orientação da Meta é não reenviar. Quem usa a API recebe ainda um aviso automático quando o usuário bloqueia ou volta a aceitar marketing, um bom gatilho para atualizar a base.

Três regras de rotina:

  • diga como sair já na primeira mensagem e repita de tempos em tempos;
  • tire da lista no mesmo dia, em todos os sistemas que enviam;
  • não tente reconquistar por outro canal, logo em seguida, quem acabou de sair.

Quando o opt-in é fraco, a conta chega pela qualidade

Opt-in ruim não gera multa no dia seguinte. Gera reação. Na API, a qualidade do número é medida pelos últimos 7 dias, com mais peso nos dias recentes, a partir de bloqueios, denúncias, silenciamentos, arquivamentos e dos motivos que a pessoa escolhe ao bloquear. Um desses motivos, na lista da Meta, é "Didn't sign up": não me cadastrei. É o opt-in que faltou aparecendo no seu número.

A Meta recomenda acompanhar a nota de qualidade principalmente quando a empresa estreia um método novo de opt-in. E avisa que os sistemas dela podem limitar o envio de empresas que ficam com qualidade baixa por um período prolongado. O que derruba a nota e como recuperar está em qualidade do número no WhatsApp.

Opt-in e LGPD não são a mesma coisa

O opt-in é regra da plataforma. A LGPD é lei. Um não substitui o outro.

Nos Termos de Hospedagem da Cloud API, a empresa que usa o WhatsApp é a controladora dos dados pessoais. O provedor que opera a API em nome dela deve garantir que os clientes dele obtenham os direitos, a base legal e, quando for o caso, o consentimento necessários. E a própria documentação da Meta só aceita o opt-in geral se ele cumprir a lei local.

Qual base legal da LGPD sustenta cada tipo de mensagem é decisão do seu jurídico ou do encarregado de dados, não deste texto. O que dá para levar pronto para essa conversa: o texto de cada opt-in, a lista de onde ele é coletado e o modelo de registro acima. Os papéis de cada empresa nas conversas estão em Tech Provider e LGPD.

Antes da próxima campanha

Passe a lista por cinco perguntas:

  • Cada contato tem registro de quando e onde aceitou?
  • O texto aceito cita o nome da empresa e o tipo de mensagem?
  • Quem pediu para sair, por qualquer canal, já saiu da lista?
  • A campanha é do mesmo tipo que a pessoa aceitou receber?
  • Alguém vai olhar a qualidade do número depois do primeiro lote?

Se a lista passou, o resto é técnica de envio: templates, limites e ritmo, explicados em disparo em massa pela API.

E o Vazante

O Vazante é Tech Provider (provedor de tecnologia) da Meta. Com o número conectado, você cria e acompanha templates, envia mensagens pelo painel e vê qual anúncio gerou cada conversa. O Vazante não coleta opt-in por você: a permissão de cada contato continua sendo responsabilidade da sua empresa, como diz a política. Para ver como a conexão funciona, visite a página do WhatsApp Coexistence.

Perguntas frequentes

Ter o telefone do cliente já conta como opt-in?

Não. A Política de Mensagens Comerciais pede duas coisas: que a pessoa tenha dado o número e que tenha confirmado que quer receber mensagens da sua empresa. O telefone sozinho cumpre só a primeira.

O opt-in precisa citar o WhatsApp?

Não precisa. Desde novembro de 2024, a documentação da Meta aceita opt-in geral, desde que cumpra a lei local e deixe claros o nome da empresa e que a pessoa aceita receber comunicações dela.

A Meta exige que eu guarde prova do opt-in?

A Meta não define formato de prova. Mas a empresa é a única responsável pelo método de coleta, e o WhatsApp pode avaliar o fluxo de opt-in depois. O registro é a sua defesa.

O que acontece se eu mandar marketing para quem pediu para parar?

Se a pessoa desligou as mensagens de marketing da sua empresa no WhatsApp, a mensagem não é entregue e a API devolve o erro 131050. Pedidos de saída feitos por e-mail, telefone ou no balcão também precisam ser respeitados.

Leia também