Vazante
EntrarComeçar

Métricas e análise

Remarketing que não queima verba: o que separar e o que excluir

Remarketing com ROAS alto costuma estar comprando venda que já aconteceria. Como montar as listas, o que excluir sempre e como medir o que ele realmente acrescenta.

Este artigo também está em: English · Español

O remarketing é a campanha com melhor ROAS de quase toda conta, e é a que mais engana. Ele fala com pessoas que já conhecem a marca, já visitaram o site, já demonstraram interesse — e naturalmente converte mais.

A pergunta que quase ninguém faz: quantas dessas vendas aconteceriam sem o anúncio?

O problema do crédito indevido

Alguém visitou o site ontem, está decidindo, e voltaria hoje de qualquer forma. Se no meio disso vê um anúncio de remarketing e clica nele, a plataforma registra a venda como mérito do anúncio.

Você pagou por um clique que substituiu um acesso direto que aconteceria de graça.

Isso não invalida o remarketing — invalida ler o ROAS dele como se fosse incremento. O ROAS de remarketing mede a qualidade do público, não a contribuição da campanha.

As quatro listas que funcionam

Remarketing genérico para "todos que visitaram o site" desperdiça verba em quem leu o blog e nunca pensou em comprar. Separe por intenção:

listajanelamensagem
Visitou página de produto ou preço14 diasobjeção específica, prova
Começou formulário e não terminou7 diaslembrete direto, facilitar o passo
Lead que não respondeu ao contato30 diasoutro ângulo, outro canal
Cliente antigo sem compra recente90 a 180 diasnovidade, recompra

Cada uma merece uma mensagem diferente, porque cada uma parou num lugar diferente. Quem abandonou o formulário precisa de um empurrão; quem leu o blog precisa de um motivo.

A lista de quem visualizou vídeo merece nota: assistir 75% de um vídeo de 2 minutos é um sinal de interesse comparável a visitar a página de preço, e é uma das listas mais baratas de construir.

O que excluir, sempre

A exclusão é o que separa remarketing de desperdício:

Quem já comprou, salvo quando há recompra real no período. Anunciar para cliente que acabou de comprar irrita e paga por nada.

Quem está em negociação ativa. O comercial já está falando com a pessoa. O anúncio não acrescenta e às vezes atrapalha, mostrando uma oferta diferente da que está sendo negociada.

Quem foi desqualificado. Fora da região, fora do perfil, sem orçamento. Essa lista precisa vir do CRM, e é a exclusão que mais economiza.

Quem já converteu no evento que você está otimizando. Parece óbvio e é o erro mais comum em contas montadas às pressas.

As três primeiras exigem o CRM alimentando a plataforma — públicos personalizados atualizados com quem comprou, quem está em negociação e quem foi descartado. Sem isso, você está anunciando para a própria base de clientes.

Frequência: o ponto de virada

Remarketing tem público pequeno, então a frequência sobe rápido. E aqui ela tem um efeito que não existe em prospecção: irrita.

A mesma pessoa vendo o mesmo anúncio oito vezes em três dias não fica mais propensa a comprar. Fica incomodada com a marca.

Use limite de frequência, varie as peças dentro da lista, e encerre a janela. Quem não converteu em 30 dias dificilmente converte no 45º por insistência — e continua custando dinheiro e boa vontade.

Como medir o que ele realmente acrescenta

Duas formas, uma barata e uma boa.

A barata: olhar o total

Pause o remarketing por duas semanas e observe as vendas totais da empresa, não as da campanha.

Se o total cair proporcionalmente ao que o remarketing reivindicava, ele estava trazendo venda nova. Se o total mal se mexer, boa parte daquelas vendas estava sendo capturada, não criada.

É grosseiro, assusta, e dá a resposta mais honesta que a maioria das contas vai conseguir.

A boa: teste com grupo de controle

Separe uma fatia do público para não receber o anúncio e compare a taxa de conversão dos dois grupos. A diferença é o incremento real.

Exige volume, disciplina e uma plataforma que suporte o desenho. Vale quando o remarketing é uma fatia grande do orçamento.

A proporção saudável

10 a 20% do orçamento cobre bem o remarketing na maioria das contas.

Acima de 30%, é quase certo que você está pagando de novo por gente que já viria — e, pior, deixando de investir em prospecção, que é o que alimenta a lista de remarketing do mês seguinte.

Remarketing sem prospecção é uma lista que encolhe. O ROAS fica lindo por dois meses e a conta morre no terceiro.

O resumo

Separe as listas por intenção, não por "visitou o site". Exclua cliente, negociação ativa e desqualificado — usando o CRM. Limite frequência e encerre a janela. Mantenha entre 10 e 20% do orçamento. E leia o ROAS do remarketing sabendo que ele mede o público, não o mérito.

Para a divisão de verba entre as funções de cada campanha, veja dividir orçamento entre canais.

Perguntas frequentes

Por que o ROAS do remarketing é sempre alto?

Porque ele fala com quem já demonstrou interesse. Parte dessas vendas aconteceria sem o anúncio, então o ROAS alto mede a qualidade do público, não o mérito da campanha.

Quem devo excluir do remarketing?

Quem já comprou e não tem recompra no período, quem está em negociação ativa com o comercial, e quem foi desqualificado. Anunciar para eles é pagar por contato que você já tem.

Qual janela usar na lista de remarketing?

Depende do ciclo de decisão. Para compra rápida, 7 a 14 dias; para ciclo longo, 30 a 90. Janela maior que o ciclo enche a lista de gente que já resolveu.

Quanto do orçamento deve ir para remarketing?

Entre 10 e 20% costuma ser suficiente. Acima disso você normalmente está pagando de novo por quem já viria, em vez de trazer gente nova.

Leia também