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Último clique: o modelo que a maioria usa sem escolher

Último clique dá todo o crédito da venda ao anúncio final. Veja o que ele esconde, quando serve mesmo assim e o que olhar antes de trocar de modelo.

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Último clique é o modelo de atribuição que dá todo o crédito da conversão à última interação clicada antes dela. É o padrão da maioria das ferramentas e, na prática, o modelo que quase todo mundo usa sem nunca ter escolhido.

Como ele funciona

A pessoa vê um anúncio no Instagram na segunda, procura a marca no Google na quarta, clica no anúncio de marca e compra. No último clique, a venda é do Google Ads. O Instagram, que criou a busca, fica com zero.

Nada disso está errado tecnicamente. O modelo faz exatamente o que promete. O problema é a decisão que se toma depois: alguém olha o relatório, vê o Google performando e o Meta não, e move a verba do canal que gerou a demanda para o canal que a colheu.

O que ele esconde

  • O canal de descoberta. Quem apresenta a marca quase nunca é quem fecha.
  • A campanha de marca. Ela parece brilhante em qualquer conta, porque colhe intenção criada em outro lugar.
  • O efeito de desligar. Pause o canal de topo e a campanha de marca esvazia duas semanas depois. É o teste mais simples da dependência que o modelo não mostra.
SituaçãoÚltimo clique serve?
Ciclo curto, um canal sóSim, e sem complicação
Compra por impulso, ticket baixoSim, com ressalva de remarketing
Jornada longa cruzando canaisNão, subestima o topo
Conta rodando Meta e Google juntosNão, credita sempre a busca

Quando ele serve mesmo assim

Vale defender o modelo: ele é simples, estável e auditável. Ninguém discute de onde veio o número. Em operações de um canal, ciclo curto e verba pequena, trocar o modelo adiciona complexidade sem melhorar decisão.

O erro não é usar último clique. É usar sem saber que está usando, e depois tratar o relatório como se ele descrevesse causa.

O que fazer antes de trocar de modelo

Trocar o modelo dentro da plataforma resolve menos do que parece, porque cada plataforma continua vendo só o próprio tráfego. O que resolve, em ordem:

  1. Marcar a origem no cadastro. Um campo de origem preenchido no CRM vale mais que qualquer modelo. O padrão está em UTM em tráfego pago.
  2. Comparar vendas por origem, não conversões por plataforma. É a única régua em que Meta e Google cabem juntos.
  3. Testar desligando. Reduzir um canal por duas semanas e observar o outro diz mais sobre causa do que qualquer modelo.

O mecanismo completo, com as janelas e o que cada plataforma reivindica, está em atribuição no Meta Ads, e o prazo de crédito, em janela de atribuição.

O formato que junta as duas leituras está em relatório de tráfego pago.

Perguntas frequentes

O que é atribuição de último clique?

É o modelo que dá cem por cento do crédito da conversão à última interação clicada antes da venda. Tudo o que veio antes na jornada fica com crédito zero.

Último clique é ruim?

Não é ruim, é parcial. Ele é simples, auditável e serve bem a ciclos curtos com um canal dominante. Ele engana quando a jornada cruza vários canais, porque premia sempre quem fecha e nunca quem abriu.

Qual modelo usar no lugar?

Antes de trocar de modelo, marque a origem no cadastro e compare vendas por origem no CRM. Isso resolve mais casos do que mudar o modelo dentro da plataforma.

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